Era uma vez um guarda-chuva....


O guarda chuva é algo mágico, que serve para muito mais que nos proteger da chuva(...)


Seja num desenho, na ficção ou num terreno fértil de criatividade, o guarda-chuva guarda além da chuva, os nossos segredos e mistérios tantos, que cabem perfeitamente embaixo dele.


Você conta seus segredos para qualquer um?


Você abriga qualquer um sob seu guarda-chuva?


Bem Vindos ao My Umbrella...

sábado, 31 de outubro de 2009

Sobre o post anterior...

Realmente, não sei para onde a arte está caminhando...Mas não só a arte...Não sei onde "a juventude" vai parar. A diversão das crianças é internet, balada, celular. Os GPSs são a forma moderna das mães saberem onde estão seus filhos, fora as câmeras nas escolas...Fiquei sabendo por uma amiga, que estuda na escola em que eu estudei no colegial, que a matéria de artes foi tirada das disciplinas lecionadas. Há agora matérias de "reforço", das disciplinas consideradas mais importantes. Os livros, substituídos pos apostilas. E também está na atualidade um tal prêmio para as escolas melhores colocadas num tipo de "concurso" do estado. A culpa, na maioria das vezes não é do professor. Mas obviamente que recairá sobre ele nesse negócio de premiação. Os alunos não colaboram, e se antes os professores(interessados) bolavam aulas interessantes, agora com essa apostila não terão chance. E os acomodados, claro, acomodam-se mais ainda. Tive muito pouca base de Educação Artística na escola, mas pelo pouco que tive, fui descobrindo gostar disso. Claro, o que sei, o que gostava de verdade foi fruto de estudo, interesse em casa, e assim fui aprimorando. Mas é raríssimo encontrar um aluno cuja coisa favorita de fazer ele aprendeu na escola. Nem mesmo eu sou um destes exemplos, porque quem realmente me ensinou a ler e escrever foi minha mãe. Pelo menos escrevia meu nome direito, lembro que fiquei abismada(imagine uma criança de cinco anos abismada), ao ver uma colega escrever o nome com um E que parecia uma centopéia de lado, de tantas perninhas. "Mas só tem 3 perninhas..." "Não, eu sei fazer assim e aprendi na escola!" Tenho certeza que ela deturpara o que aprendeu na escola, mas entre a escola dela e a minha mãe, claro, minha mãe. E isso pra miuto mais coisas, mas isso é outro post...Mas o negócio é que, comecei a tomar paixão por isso na escola, pela literatura, escrever, ler...Foram livros que me pediram para fazer trabalhos e que viraram paixões...Tudo isso, mais a oportunidade de escrever livremente. Nas redações da escola, a coisa é mais solta. Tirando um ou outro professor imbecil, que lê os erros de português humilhando e capando seus alunos, era agradável. Quem não fez um desenho livre ou uma redação com o título "As Minhas Férias"? É de lei fazer isso na escola! Mas tudo bem, gosto é gosto, a garota que sonha em ser dentista não precisa ser o máximo em gramática, mas é interessante se deixar envolver por coisas diferentes, se arriscar em mundos que vc nao gosta, ou não se deixa fazer contato. As escolas aparentemente dividem-se em dois tipos: as que ignoram que existe um vestibular difícil na maioria das faculdades, escondendo do aluno que é importante estudar para o vestibular, por mais difícil que seja, e informar os alunos sobre ensino superior, etc. O aluno de fundamental aparentemente vive a vida dele, alheio ás coisas do mundo. A única coisa que ele relaciona à escola é o dever de casa, e o resto do tempo tanto faz o que ele vai fazer ou não. Quanto à outras, falam apenas de vestibular, focam o aluno em fazer questões, simulados e enfiar fórmulas, decorebas e todo um cotidiano de "vestibulando", e mesmo assim a amioria sai achando que não está preparada. Talvez não esteja mesmo, porque vestinular não avalia inteligência e sim sua capacidade de sacar as pegadinhas das questões. São coisas interessantíssimas de se aprender, como a Biologia e a Química por exemplo,que ensinam nada mais nada menos do que como a vida funciona, seus ciclos, seu corpo e substâncias. Mas tudo o que aprendemos é uma correria, um pouquinho de cada coisa, apenas para responder as merdas das 90 questões da USP. Será que é só isso mesmo? Será que vou decorar tudo isso e quando estiver na faculdade adeus anos de estudo? É assim que me sinto quando olho para meus 11 anos de escola. Me esforcei muito, estudei muito para tiar notas boas, mas vi que nada do que aprendera serviria para as provas. Quando me vi tendo que fazer dois anos de cursinho para "reaprender" tudo me senti traída pelo Estado. A única coisa em que levo vantagem no vestibular é não precisar pagar a taxa de inscrição e mesmo para isso, preciso correr atrás cerca de 5 meses antes da prova. Levar muita papelada, comparecer ums 2 vezes no local de inscrição para comprovar que sou pobre. Como se alguma pessoa rica se desse ao trabalho de fazer tudo aquilo para "comprovar sua pobreza". Mas olha, no fim das contas, ainda me acho saindo em desvantagem....Já que cursinho bom, geralmente é o preço de uma faculdade particular...Fora tudo isso, a falta de informação, falata de esperança, e a conciliação emprego-faculdade que parece tão impossível...Será que não era melhor estudarmos um pouco mais de sociologia na escola? Um pouco de psicologia para compreendermos melhor uns aos outros, respeitar diferenças? Boas Maneiras, para a vida e para o trânsito, e POR QUE não, Politica, para cuidarmos melhor de nossos direitos, deveres, filhos, e Educação?
Será que não está na hora das pessoas reservarem um pouquinho do seu tempo para melhorar algo público, algo para os próprios filhos, alguma cultura para si próprios?
É muito fácil reclamar e continuar sem fazer nada. Fácil achar que são poucas as oportunidades, mas quando elas aparecerem, continuar com a rotina, deixando o trabalho mais pesado para quem perguntou. Aquele que levanta-se para fazer alguma coisa é sempre o "revolucionariozinho" o "estúpido" o "metido".
Há muitos anos, os jovens revoltados faziam a coisa acontecer e por isso temos diversidade, direito ao voto, à expressão. Quem liga?
Há muitos anos a arte vêm lutando por um lugarde destaque e ela conseguiu atrair milhares de pessoas, as ainda é um mundo considerado coisa de desocupado...Caro, para poucos...Quem liga?
Exatamente por isso me pergunto onde a arte vai parar, onde a juventude vai parar...

Escola x Valores

Tenho inveja da  Dona Cléo, 82 anos, sobre a escola em que ela estudou.
Saber que lá se aprendia cerâmica, marcenaria, carpintaria, pintura, costura, culinária...Coisas realmenta mais úteis à vida do que o cosseno do ângulo de 60º, que é importante, mas nem tanto para quem gosta de biologia oude música. Assim como o curso de pintura não interessa a quem quer ser engenheiro! Mas como um menino vai saber do que gosta se nunca experimentar as possibilidades? Se lhe é exigido saber ler e escrever em vários idiomas quando ele devia estar experimentando a sua linguagem pessoal (gestos, expressões,sensações...), como ele vai saber quem é? E sem saber quem é, como vai saber o que quer? Como vai ajudar a construir um país de verdade? Fala sério, o que estamos querendo é gerar robôs? Então, não reclamemos quando outro garoto pegar uma arma e matar os coleguinhas na escola. Sim, é uma desumanidade! Mas não é essa a proposta? Ele é uma máquina...E quem se importa?

ReNata Batista, Livro da Tribo, 2009

Quando escrevo...

Quando escrevo,
Sou Pessoa
Tenho várias e vários de mim, me transformo
me multiplico e me divido, e viro mil
daí escolho um
e nele entro para escrever.
Me tranco no quarto
Me tranco no banheiro
Fico onde precisar, se a inspiração vier
Vai em pé, se for necessário
Vai no bloco de anotações, se for necessário
Vou fazendo amor com as palavras
e elas vão me dando o gozo das tuas frases

Quando escrevo,
Sou Lispector
Sou diversas visões de tudo o que passei
passo, passaria. Mesmo que sejam
visões de mim
sou diferente em cada uma
se o ponto de vista depende da vista de cada ponto.
Cato o pedaço de papel que aparecer
no ônibus, na escola, na sala
e escrevo.
Mas presciso me isolar
mesmo que dentro da multidão
se ninguém está a falar comigo
então estou só
e posso escrever.
E daí, o mesmo processo:
Não tomar banho, se for necessário
Não tomar café, se for necessário
Ser puta, se for necessário
E tudo aquilo me será útil
experiência de escrita, não de vida,
que vivi.
E no fundo, por mais que não seja eu
Todo filho tem um pouco da mãe.

Quando escrevo sou Caeiro
Sou simplista
Minimalista
Sinto o gosto do cheiro
Sou rainha da sinestesia
dos simbolistas.
Sou bucólica, pastoralista
moralista, barroca.
Capto o menor dos movimentos
Pois se Deus diz ser as flores os lagos, as montanhas e o Sol
acredito nele,
porque acredito nas flores nos lagos, nas montanhas e no Sol
Tenho musicalidade, sem me importar com isso
Tenho as rimas pobres e ricas sem me importar com isso
tenho o tudo sem me importar com nada. Isso é ser Caeiro

Caeiro reforça uma tese minha:
Você só se desfaz, ou abandona aquillo que teve em abundância. Se não o tivesse
tido, não trataria com desdém.

Quando escrevo,
Sou Anne Rice
Vejo o belo no feio,
vejo o amor sombrio
e o exploro nos tais Blood Kisses.
Mergulho nessa melancolia da morte,
e ela me traz formas grotescas e intensas
de amor verdadeiro.
A morte que não é morte
É vida eterna...
Os Filhos de Caim
E toda sua linhagem, seu mistério
Meu Livro de RPG predileto, e todo o
World of  Darkness
Minha paixão em vermelho sangue.


Sou melodramática como Àlvares de Azevedo e adolescente como os românticos
e dolorida, da forma madura dos simbolistas.
Mas não faço rimas interpoladas
Nem cruzadas
Faço rimas livres,
versos brancos
A liberdade
me traz mais encantos.

                        

Sobre escrever....

Sou o fogo em pessoa
Não sei como é ser cabeça-fria
Penso demais
Demais para a cabeça, demais para uma pessoa normal,
demais para o mundo
As mãos não me acompanham
É demais a vontade de escrever
É demais o que tenho a dizer
As mãos não me acompanham
Suo frio, as mãos suam frio
Fico gelada como se estivesse frente a algo terrível.
E às vezes digo o que quero dizer
E às vezes, o texto simplesmente não sai.


Escrever. Dá medo a palavra. Redação. Ouço suspiros só de pronunciar. Como uma coisa tão simples para alguns pode ser tão difícil para outros?
Escrever não é só colocar o lápis no papel. Isso é rabiscar, rascunhar. Mas escrever mesmo, é o produto final. Antes disso, muito antes, existe toda uma máquina de engenhocas girando dentro de você. O tema. O desejo de dizer algo leve, ou polêmico, ou causar discórdia, dor, emoção. A Introdução...Depois, você falando consigo, procurando as informações em cada canto do cérebro que conhece sobre o tema. Afunilando, o que  é bom e o que não é. Qual é minha opinião? Isso defende meu ponto de vista? Esse argumento é um bom argumento. Sobre esse tema, eu nem tenho argumento. O tempo...Já faz 40 minutos que você começou isso, termine, o tempo é curto...Aconclusão....Hummmm, a Conclusão...Doeu alguma coisa aí? Aí você coloca uma pergunta, ou uma resposta para tuas questões...É, ta feito o rascunho. Agora escrever de verdade. À caneta. Nessas linhas pequenas e horrorozas, que não me despertam nenhuma vontade de dizer nada. Escrever, é o produto final. Antes disso, muito antes, teu desejo de dizer algo para o mundo. Seus pensamentos, sua experiência, sua vida. Sua individualidade, sua identidade única. A sua foto no R.G. não é você de verdade. Aquela é uma foto para um documento, é só mais um número. Não inclui suas vivências, emoções, sorrisos, lágrimas. Nem tua briga com o último namorado, nem as contas pra pagar. Você não é feito de números nem diplomas. Vc é aquele ser que faz com que milhares de outros seres quebrem a cabeça nos editais de provas para te impedir de burlar as regras. Você é aquele que revoluciona, inventa, arranja desculpas. Você é aquele que destrói tudo e que renova tudo, renascendo do nada. Tudo o que você toca vira uma merda, e tudo o que você faz é recheado de vida, instinto, rebeldia. O sentimento é aquilo que você tenta racionalizar, mas você sabe que é absolutamente normal  perder o  controle. Ainda assim, você sente que está tudo em ordem quando assiste o jornal de domingo sentado no sofá, mesmo que a notícia seja uma Tsuname no outro lado do mundo. Você é o dono da tua vida quando dirige o teu carro e o horóscopo falou que hoje as questões finaceiras seriam resolvidas e a cor do dia é dourado. Você é o rei da casa quando ameaça teus filhos, mesmo sabendo que medo não significa respeito. Você chora porque as amigas não te convidaram pra festa com o pessoal da classe toda pro fim de semana, e você sente que manda no mundo quando o papai te compra tudo o que você quer. Você acha que sabe o que é melhor para o outro porque o que você deseja é o melhor para o outro. Você é o animal pensante como se autodenomina. E tem coragem de dizer, meu amor, que não tem nada a dizer sobre si mesmo, ou sobre o mundo ao escrever. Que ler é algo chato, mas você não experimentou ainda, não de verdade. Você come, consome, se locomove, dentro do teu país, de uma forma que está aí, todos os dias na tua cara, e me diz que não sabe nada sobre, ou que não gosta de política. Você usa as suas armas à seu favor? Você usa os livros, a internet, toda a tecnologia e modernidade à seu favor, ou para infernizar a vida de outrem? Será que não é exatamente isso, o que eles querem? Você sabe quem são eles? E você me diz, meu bem, que não gosta de ler, escrever, que não tem conteúdo...
O pior escritor, é aquele que não quer ler.

domingo, 25 de outubro de 2009

Postagem nada a ver com nada...

É, esta não tem nada a ver mesmo. São só bobages para os outros e importâncias para mim. Riam um pouco.

Garota que não conheço amiga do Kooji (aniversariante) sem coragem pra perguntar diretamente:
  - Que cor vc pinta o seu cabelo?
  - Vermelho (?)(???)
  - Tá...(um certo nervosismo pelos amigos rindo dela) Então, quando vc vai numa farmácia, como vc faz para comprar?(Eu não vou numa farmácia)
  - Pagando(?), dinheiro, conhece?(movimentos de ir e vir com a mão)(risos mais altos)
  - (...)Vc sabe o número? A marca?
  - (Ah, aprendeu a falar em) A marca não, meu amor, mas o número é 666.
 Ela se vira e me deixa voltar a comer e conversar com o pessoal. Só mo final, qundo eu estava indo embora, vieram de novo, rindo: ainda quero saber qual cor é esta...


Pintei as unhas de laranja O.o O Pê sempre quis ver isso, mas toda vez q eu olhava para meu esmalte laranja sentia dor no olho. E outra que aquele negócio tava veeeelho abandonado junto com os 200 esmaltes que tenho. Se eu usei alguma vez, eu não lembro. Mas encontrei um numa farmácia lindo, suave rs...Aí, estou com ele ^.^SUPER feliz. Eu sou uma criança mesmo. Fui ontem FELIZ da vida no pique-nique( a forma brasileira é assim) de aniversário do Kooji, com o esmalte laranja o vestido azul turquesa e a sombra da mesma cor do vestido(e é mesmo O.o).Mesmo parecendo que fiquei parecendo uma àrvora de Natal, não fiquei viu... Sem contar que anteontem mudei o cabelo outra vez fazia um mês e meio que já havia pintado, de cor de ferrujem. Estilo ruivo natural. Agora to com aquela cor vermelho vivo de novo. Menos vivo do que há 3 anos atrás, mas ainda sim, bem vivo. As perguntas continuam...Sempre ^.^
Rss, tudo bem, gosto delas.