Era uma vez um guarda-chuva....


O guarda chuva é algo mágico, que serve para muito mais que nos proteger da chuva(...)


Seja num desenho, na ficção ou num terreno fértil de criatividade, o guarda-chuva guarda além da chuva, os nossos segredos e mistérios tantos, que cabem perfeitamente embaixo dele.


Você conta seus segredos para qualquer um?


Você abriga qualquer um sob seu guarda-chuva?


Bem Vindos ao My Umbrella...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Silêncio que cala. Continuação - 15/01/2011 à tarde....

Os dois lados às vezes brigam. E dependendo da intensidade do desejo,faço. Sou mais liberta que há muitos anos, mas ainda sinto correntes rangendo antes de decidir-me. Estou tentando libertar-me de mim. Não que eu ligue tanto para o externo, mas o homem não consegue viver só, numa sociedade e eu peso isso também. O que sei é o que repito: enquanto penso, não vivo. Nem para sorrir nem para sofrer. Nem para ganhar experiência. E entre viver me tons pastéis, sofrendo pouco, e viver intensamente morrendo a cada decepção. Me pergunto qual vale mais a pena. Entregar-se completamente.... Para alguém como eu, se entregar aos poucos parece viver aos poucos. E eu não sei amar pela metade, pelas beiradinhas.
A parte que me cobra (em vermelho no post abaixo...), presta atenção em tudo, cada detalhe. É a resolução de problemas, de reparar nos detalhes a serem corrigidos. Isso significa que além do fato em si, há atenção sendo gasta com tudo o que não é essencial. Isso esclarece a demora com que uma mulher (eu por exemplo) arruma-se. Há uma série de coisas a serem pensadas. A roupa escolhida, que implica no humor, na cor da roupa íntima, na maquiagem. Depilar-se.... Uma série de detalhes mínimos. Uma mente perfeccionista buscará a perfeição em cada um deles. O que exigirá mais tempo, mais detalhes... Mais energia gasta. E a mente trabalhando, cobrando. Às vezes, quando vou para outros lugares, sinto um extremo alívio. Alívio por não olhar o tempo, não me cobrar de tarefas, nem dos malditos detalhes. Em outros ambientes, há uma calma quanto a isso, e até mesmo desleixo. O mais importante é o essencial, e isso poupa energia. O desejo, o real desejo, trancede barreiras do não essencial, acho eu. É satisfeito com o direto e simples. O rebuscado, luxuoso acrescenta, mas o simples sempre expande alguma coisa. É tranceder preconceitos, pêlos, cheiros, estados, ânimos, lugares. Caem por terra os perfeccionismos, e até manias. Quando amamos, desejamos, de verdade, até o suor do outro torna-se um momento de prazer. E neste momento largamos as correntes, pensamentos ficam raros, palavras somem. A mente cala-se, o diálogo interno, se não diminui, aquieta.
O silêncio numa mente inquieta, acusadora, têm grande significado. Assim como para o escritor, as palavras não esgotam. Neste momento em que ele as perde, assusta. Rompe.
O silêncio tem aparecido ultimamente. Momentos internos, momentos únicos. O silêncio me calou.

1 comentários:

Lacobos disse...

Talvez o silêncio seja o que mais se aproxima da eternidade...

Bjs
=*